Resumo
A pesquisa moderna vive em uma densa floresta de artigos, livros, conjuntos de dados, gravações e conteúdo multimídia. Para manter esse corpo crescente de trabalho pesquisável, citável e rastreável, o ecossistema editorial depende de uma variedade de identificadores especializados. Esses códigos — como ISBNs para livros, ISSNs para periódicos e DOIs para objetos digitais — desempenham um papel crucial na catalogação, descoberta, gestão de direitos autorais e referências acadêmicas. Sem eles, vincular à edição correta de um livro, à versão precisa de um artigo ou a uma gravação específica de uma obra musical rapidamente se tornaria caótico.
Este artigo explica os identificadores de publicação mais importantes que os pesquisadores encontram: ISBN, ISSN, DOI, SICI, BICI, PII, ISTC, ETTN, SBN, ASIN, ISMN, ISRC, ISWC, e ISAN. Para cada um, descreve para que serve o código, como ele é estruturado e onde você provavelmente o verá na prática. Também esclarece as relações entre os identificadores — por exemplo, como um ISBN para um livro e um DOI para um capítulo podem coexistir — e mostra como esses códigos apoiam a precisão das citações, sistemas de bibliotecas e ferramentas de descoberta online.
Na segunda metade, o artigo oferece orientações práticas para autores, editores e estudantes: onde encontrar os identificadores corretos para os itens que citam, como evitar erros comuns (como confundir ISSN e ISBN) e como os identificadores ajudam gerenciadores de referências, editoras e motores de busca a processar corretamente o conteúdo acadêmico. Entender esses códigos não é apenas uma curiosidade técnica; faz parte da prática profissional acadêmica. O uso claro e preciso dos identificadores garante que seus leitores possam sempre encontrar exatamente as obras que você utilizou — e que suas próprias publicações possam ser encontradas, catalogadas e citadas de forma confiável.
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Explicando DOIs, ISBNs, ISSNs e Outros Identificadores de Publicação
1. Por que os Identificadores de Publicação São Importantes
O volume de informação acadêmica e profissional produzido hoje é impressionante. Todo ano, editoras e instituições lançam inúmeros livros, artigos de periódicos, anais de conferências, relatórios técnicos, conjuntos de dados, gravações, filmes e recursos digitais. Para pesquisadores, bibliotecários e estudantes, o principal desafio não é mais a escassez de informação, mas encontrar e identificar corretamente o item exato que precisam entre milhões de títulos semelhantes.
É aqui que entram os identificadores de publicação. Esses códigos — sequências de dígitos e às vezes letras — foram criados para resolver problemas muito práticos:
- Como distinguimos uma edição de um livro de outra?
- Como um catálogo de biblioteca, um banco de dados ou uma livraria podem sempre apontar para o periódico ou artigo correto?
- Como um link de citação pode apontar de forma confiável para a página web correta, mesmo que o site do editor mude?
- Como os royalties e direitos podem ser rastreados em múltiplos formatos, edições e territórios?
Identificadores como o ISBN (Número Padrão Internacional de Livro), ISSN (Número Padrão Internacional de Publicação Seriadas) e DOI (Identificador Digital de Objetos) tornaram-se parte da infraestrutura da comunicação acadêmica. Outros códigos, como ISMN para música impressa ou ISRC para gravações sonoras, garantem que obras em diferentes mídias possam ser rastreadas e referenciadas com a mesma precisão que livros didáticos ou artigos de periódicos.
Este artigo explora os identificadores mais comuns que você provavelmente encontrará como pesquisador ou autor. Explica para que serve cada um, como é estruturado e como usá-lo corretamente em seu próprio trabalho.
2. ISBN – Número Padrão Internacional de Livro
O ISBN é provavelmente o identificador de publicação mais conhecido. É usado mundialmente para identificar livros e publicações semelhantes a livros, como monografias, séries de livros e, às vezes, anais de conferências.
2.1 O que um ISBN Identifica
Um ISBN não identifica uma “obra” no abstrato; ele identifica um formato e edição específicos. Isso significa:
- uma edição em capa dura e uma edição em brochura do mesmo título têm ISBNs diferentes;
- se um livro estiver disponível em EPUB, MOBI (Kindle) e PDF, cada formato digital pode receber um ISBN diferente;
- uma edição revisada com conteúdo atualizado receberá um novo ISBN, mesmo que o título pareça semelhante à edição anterior;
- uma simples reimpressão da mesma edição geralmente reutiliza o ISBN existente.
Conjuntos de vários volumes ilustram bem este princípio: cada volume pode ter seu próprio ISBN, e o conjunto como um todo também pode ter um ISBN adicional representando o pacote completo.
2.2 Estrutura do ISBN
Desde 2007, os ISBNs consistem em 13 dígitos, geralmente mostrados com hífens. Publicações mais antigas ainda podem exibir o formato anterior de 10 dígitos, que continua válido e pode ser mapeado para o estilo mais novo.
Um ISBN de 13 dígitos normalmente tem cinco partes:
- Prefixo – “978” ou “979”.
- Grupo de registro – identifica um país ou grupo linguístico (ex. regiões de língua inglesa, de língua alemã, etc.).
- Registrante – identifica o editor ou selo editorial.
- Elemento de publicação – identifica o título ou edição específica.
- Dígito verificador – usado para detectar erros de transcrição.
Esses elementos são frequentemente separados por hífens (ex. ISBN 978-1-2345-6789-7). Os comprimentos dos segmentos individuais variam, por isso adivinhar onde inserir os hífens nem sempre é simples. O dígito verificador é calculado usando uma fórmula definida e pode ser um “X” no sistema antigo de 10 dígitos, representando o valor 10.
2.3 Onde Encontrar o ISBN
Para livros impressos, o ISBN geralmente aparece:
- na contracapa, frequentemente acima do código de barras;
- na página de direitos autorais ou detalhes da publicação perto do início do livro;
- em catálogos online e descrições de produtos.
Para e-books, você normalmente encontrará o ISBN na página de direitos autorais dentro do arquivo e nos metadados fornecidos pelo editor ou varejista de e-books. Audiolivros entregues em mídia física (ex. CD, DVD) também podem conter ISBNs, embora isso não seja universal.
3. ISSN – Número Internacional Normalizado de Publicações Seriadas
Enquanto os ISBNs são usados para livros e monografias, o ISSN identifica publicações seriadas — recursos contínuos emitidos em partes sucessivas, como:
- revistas acadêmicas e revistas;
- jornais;
- relatórios anuais e anuários;
- série de anais de conferências;
- publicações online contínuas e alguns blogs.
3.1 ISSN Impresso, ISSN Eletrônico e ISSN-L
Um ISSN consiste em oito dígitos, normalmente exibidos como dois grupos de quatro separados por um hífen (ex. ISSN 1234-567X, onde o “X” final pode representar o valor 10). Ao contrário do ISBN, o ISSN não codifica informações sobre país ou editor; é simplesmente um número serial associado a um título específico.
O sistema ISSN faz uma distinção importante entre:
- p-ISSN (ISSN impresso) – atribuído à versão impressa de um serial;
- e-ISSN (ISSN eletrônico) – atribuído à versão online ou eletrônica.
Para conectar diferentes versões de mídia do mesmo serial, o sistema também usa um ISSN-L (ISSN de ligação). Este é um único ISSN que atua como o identificador “mestre” para todos os formatos de um determinado serial. Normalmente, o primeiro ISSN atribuído a um serial torna-se o ISSN-L.
3.2 Onde o ISSN Aparece
Para periódicos impressos, o ISSN geralmente é impresso na capa frontal (comumente no canto superior) e na página contendo informações de publicação. Para periódicos eletrônicos, você geralmente o encontrará:
- na página inicial do periódico ou na página “Sobre”;
- em listagens de banco de dados e catálogos de bibliotecas;
- em cabeçalhos ou rodapés de artigos em PDF.
Se um periódico mudar significativamente seu título, ele deve obter um novo ISSN, porque o ISSN está vinculado ao título, não ao editor ou área temática.
Observe que um volume de periódico ou edição especial pode às vezes conter tanto um ISSN (para o serial) quanto um ISBN (quando também é comercializado como um livro independente). Ambos os identificadores são válidos e servem a diferentes propósitos de catalogação.
4. DOI – Identificador de Objeto Digital
O DOI tornou-se o padrão para identificar objetos digitais de pesquisa. Ao contrário dos ISBNs e ISSNs, que estão ligados à natureza física ou serial de uma publicação, os DOIs são identificadores persistentes baseados no conteúdo para praticamente qualquer tipo de objeto digital.
4.1 O que um DOI Identifica
Exemplos comuns de itens que podem conter um DOI incluem:
- artigos de periódicos e seus componentes (tabelas, figuras, material suplementar);
- capítulos de livros e às vezes livros inteiros;
- conjuntos de dados, repositórios de código e versões de software;
- artigos e apresentações de conferências;
- relatórios, preprints e working papers;
- arquivos de áudio, vídeo e imagem usados como resultados de pesquisa.
Uma única publicação pode conter múltiplos DOIs em diferentes níveis: um para o periódico ou livro, outro para uma edição ou volume, e DOIs adicionais para artigos ou capítulos individuais.
4.2 Persistência e Resolução
Três características tornam os DOIs particularmente úteis:
- Unicidade – cada DOI é atribuído a um único objeto.
- Persistência – o DOI sempre se referirá a esse objeto, mesmo que o objeto se mova para um novo endereço web.
- Resolvabilidade – um DOI pode ser “resolvido” via um serviço resolvedor (mais comumente, https://doi.org/), direcionando os usuários para a localização atual do objeto ou pelo menos seus metadados.
Por exemplo, o DOI 10.1017/S0362152900011995 pode ser transformado em uma URL persistente prefixando-o: https://doi.org/10.1017/S0362152900011995. Se o editor mover o artigo para um site diferente, ele atualiza os metadados do DOI em vez de alterar o próprio DOI, para que o link continue funcionando.
4.3 Estrutura do DOI
Formalmente, cada DOI tem a estrutura:
prefixo/sufixo
O prefixo começa com “10.” (que marca o namespace do DOI) seguido por um código de registrante que identifica a organização (ex.: editor ou centro de dados) que registrou o DOI. O sufixo é escolhido pelo registrante e pode incluir letras, números, partes de ISSNs ou ISBNs, e códigos internos. Por exemplo:
10.1017/S0362152900011995
- 10.1017 – prefixo e registrante (aqui, associado a um editor específico);
- S0362152900011995 – sufixo que representa o artigo específico.
Quando você cita uma fonte, incluir o DOI (formatado como uma URL) na sua lista de referências facilita muito para leitores e gerenciadores de referências localizar o item exato.
5. Identificadores em Nível de Artigo e Componente: SICI, BICI e PII
5.1 SICI – Serial Item and Contribution Identifier
Antes dos DOIs se tornarem amplamente usados, o Serial Item and Contribution Identifier (SICI) foi desenvolvido como uma forma de identificar partes individuais de séries — como edições específicas, artigos ou até resumos — estendendo o ISSN. Um código SICI é relativamente longo e complexo, contendo segmentos para:
- o ISSN da série e a data de publicação;
- números de volume e edição;
- a página inicial ou localização da contribuição;
- um código derivado do título do artigo;
- caracteres de controle que descrevem o tipo e formato do item, além de um caractere de verificação.
Um SICI pode ter sido usado como parte de um sufixo DOI ou em Uniform Resource Names (URNs). No entanto, porque a sintaxe do SICI inclui caracteres como dois-pontos que podem causar problemas técnicos, agências de registro como a Crossref não recomendam mais SICIs como sufixos DOI. Na prática, os DOIs substituíram amplamente os códigos SICI para identificação em nível de artigo, mas você ainda pode vê-los em sistemas antigos ou registros legados.
5.2 BICI – Book Item and Component Identifier
O Book Item and Component Identifier (BICI) é conceitualmente semelhante ao SICI, mas projetado para componentes de livros em vez de séries. Em teoria, um BICI estende o ISBN de um livro para identificar um capítulo específico, seção ou outro componente. Ele segue uma estrutura de três partes (item, tipo de componente, segmento de controle) modelada no SICI.
Embora o padrão tenha sido proposto para melhorar a citação e o rastreamento de capítulos de livros, o BICI não foi tão amplamente adotado quanto as combinações ISBN-plus-DOI. Hoje, os editores atribuem com mais frequência DOIs independentes aos capítulos e dependem do ISBN para o livro como um todo.
5.3 PII – Publisher Item Identifier
O Publisher Item Identifier (PII) é outro identificador histórico encontrado em alguns periódicos científicos e livros. Um PII é um código de 17 caracteres que incorpora o ISSN (para periódicos) ou ISBN (para livros), além de caracteres extras para indicar o tipo de publicação, ano, número do item e um dígito verificador. Por exemplo:
- o primeiro caractere indica se a fonte é uma série (“S”) ou um livro (“B”);
- os próximos 8 ou 10 dígitos são o ISSN ou ISBN;
- dois dígitos podem indicar o ano (para séries);
- quatro dígitos identificam o item dentro daquela série ou livro;
- o caractere final é um dígito verificador.
Na publicação moderna, os DOIs geralmente desempenham o papel para o qual os PIIs foram projetados, mas você ainda pode encontrar PIIs em artigos mais antigos ou como referências internas do editor.
6. Identificadores para Obras Textuais e Textos Eletrônicos: ISTC e ETTN
6.1 ISTC – International Standard Text Code
O International Standard Text Code (ISTC) tem como objetivo identificar a obra baseada em texto em si, não uma edição ou formato específico. Enquanto um ISBN se refere a uma versão publicada específica (ex.: capa dura 2ª edição), um ISTC está associado ao conteúdo subjacente como obra: a narrativa ou texto que pode aparecer sob diferentes títulos, traduções ou formatos.
Um ISTC é um código hexadecimal de 16 caracteres (usando dígitos 0–9 e letras A–F), geralmente exibido como:
ISTC 0A9-2002-12B4A105-7
Sua estrutura normalmente inclui:
- um elemento de registro (atribuído pela agência);
- o ano de registro;
- um segmento identificador da obra;
- um dígito verificador.
ISTCs são especialmente úteis para gestão de direitos, agregações e catalogação onde muitas edições, traduções e formatos compartilham o mesmo texto subjacente.
6.2 ETTN – Electronic Textbook Track Number
O Electronic Textbook Track Number (ETTN) é um identificador único desenvolvido para rastrear textos puramente eletrônicos — como e-books, anais eletrônicos ou periódicos digitais — no nível do arquivo. Um ETTN é um código numérico de 13 dígitos que compreende:
- três dígitos para indicar o assunto ou foco do texto;
- dois dígitos para o ano em que o ETTN foi atribuído;
- cinco dígitos como identificador único do texto;
- dois dígitos para o mês de atribuição;
- um dígito verificador final.
ETTNs são menos conhecidos do que ISBNs ou DOIs, mas ilustram esforços contínuos para gerenciar publicações digitais com precisão, especialmente em contextos educacionais.
7. Identificadores Históricos e Comerciais: SBN e ASIN
7.1 SBN – Numeração Padrão de Livros
Antes do sistema ISBN ser padronizado internacionalmente, alguns editores usavam o Standard Book Number (SBN), um identificador de 9 dígitos. Quando os ISBNs foram introduzidos, um SBN podia ser convertido em um ISBN de 10 dígitos simplesmente adicionando um zero à esquerda. O dígito verificador permaneceu inalterado, então a conversão não exigiu recálculo.
Hoje você ainda pode encontrar SBNs em catálogos antigos ou em edições muito antigas. Adicionar um zero à esquerda permite que eles sejam usados em sistemas que esperam um ISBN de 10 dígitos.
7.2 ASIN – Número Padrão de Identificação da Amazon
O ASIN é um identificador proprietário usado pela Amazon para gerenciar produtos em suas plataformas. Consiste em dez caracteres (letras e números), por exemplo B01DUV1T00. Todo produto vendido pela Amazon possui um ASIN; para livros, a relação entre ASIN e ISBN é particularmente notável:
- para livros impressos com ISBN de 10 dígitos, o ASIN geralmente é idêntico a esse ISBN;
- para edições Kindle e outros produtos que não possuem ISBNs, a Amazon atribui um ASIN único.
ASINs são principalmente relevantes para marketing, vendas e busca na Amazon; geralmente não são usados em citações acadêmicas, onde ISBNs e DOIs continuam sendo os identificadores preferidos.
8. Identificadores para Conteúdo Musical e Audiovisual: ISMN, ISRC, ISWC, ISAN
8.1 ISMN – Número Padrão Internacional de Música
O ISMN identifica música impressa ou notada (partituras, partes e materiais similares), seja publicada em formatos impressos ou digitais. Sua lógica é semelhante ao ISBN: cada edição ou parte separada de uma obra musical recebe seu próprio ISMN.
Originalmente, os ISMNs eram códigos de 10 caracteres começando com “M” seguidos por dígitos para editor, item e dígito verificador. Desde 2008, os ISMNs passaram para uma estrutura de 13 dígitos, começando com o prefixo “979-0” seguido pelos blocos de editor e item mais um dígito verificador final:
ISMN 979-0-XXXX-XXXX-X
Uma única publicação, como um livro de música que contém tanto comentários textuais quanto partituras completas, pode conter tanto um ISBN quanto um ISMN, permitindo que funcione simultaneamente nos sistemas de publicação de livros e música.
8.2 ISRC – Código Internacional Padrão de Gravação
O Código Internacional Padrão de Gravação (ISRC) identifica exclusivamente uma gravação sonora específica, não a obra musical subjacente. Diferentes performances, mixagens e versões da mesma música possuem ISRCs diferentes.
Um ISRC consiste em 12 caracteres e é tipicamente representado como:
ISRC CC-XXX-YY-NNNNN
- CC – código do país;
- XXX – código do registrante (geralmente representando a gravadora ou produtor);
- YY – os dois últimos dígitos do ano em que o ISRC foi atribuído;
- NNNNN – um número de sequência único para a gravação dentro daquele ano.
Os ISRCs permanecem constantes em plataformas e lançamentos, tornando-os cruciais para o rastreamento de royalties, gestão de direitos autorais e distribuição digital.
8.3 ISWC – Código Padrão Internacional de Obras Musicais
Enquanto o ISRC identifica uma gravação específica, o Código Padrão Internacional de Obras Musicais (ISWC) identifica uma obra musical específica — por exemplo, uma composição de um compositor — independentemente de quantas gravações ou publicações existam.
Um ISWC normalmente aparece como:
T-123.456.789-0
- um caractere prefixo (geralmente “T” para obras musicais);
- nove dígitos agrupados com pontos para facilitar a leitura;
- um dígito verificador.
Ao contrário de alguns identificadores, o ISWC não codifica informações sobre o compositor ou editor; é simplesmente um número único da obra alocado sequencialmente. Ele apoia a gestão de direitos e ajuda as sociedades de arrecadação a rastrear execuções e usos da composição subjacente.
8.4 ISAN – Número Padrão Internacional Audiovisual
O Número Padrão Internacional Audiovisual (ISAN) se aplica a obras audiovisuais como filmes, programas de televisão, videogames, comerciais e algumas transmissões ao vivo. Um ISAN é atribuído à obra como um todo, não apenas a uma edição ou versão específica.
Uma vez que um ISAN é registrado para uma obra, ele pode ser usado em múltiplos formatos e lançamentos:
- o lançamento original nos cinemas de um filme;
- versões internacionais e dublagens em outros idiomas;
- versões do diretor e edições estendidas;
- lançamentos em DVD e Blu-ray;
- versões de streaming e clipes promocionais.
Os códigos ISAN são bastante longos e geralmente apresentados com o prefixo “ISAN” e agrupados por hífens para facilitar a leitura. Eles são essenciais na gestão de direitos, sistemas de programação e pipelines de distribuição multilíngue.
9. Dicas Práticas para Pesquisadores e Autores
9.1 Onde Encontrar Identificadores
Ao preparar uma bibliografia, lista de referências ou metadados para seu próprio trabalho, você normalmente pode localizar identificadores aqui:
- ISBN: contracapa, página de direitos autorais, site do editor, catálogo da biblioteca ou listagem do varejista de livros.
- ISSN: capa do periódico, página “sobre” no site do periódico, cabeçalho do PDF do artigo ou registro na base de dados.
- DOI: primeira página do artigo, página de destino do artigo no site do editor ou nos metadados da base de dados.
- ISMN, ISRC, ISWC, ISAN: frequentemente registrados em bases de dados especializadas, catálogos ou sistemas de gestão de direitos, em vez de em formatos comuns de citação.
9.2 Usando Identificadores em Citações
A maioria dos principais estilos de citação agora incentiva a inclusão de DOIs e ISBNs quando disponíveis. Boas práticas incluem:
- formatar DOIs como URLs (por exemplo. https://doi.org/...);
- fornecer o ISBN para livros e volumes editados, especialmente em listas de referências e resenhas de livros;
- usar o ISSN principalmente em catalogação ou descrições de periódicos em vez de em citações de artigos individuais.
9.3 Evitando Erros Comuns
Pesquisadores frequentemente encontram problemas como:
- confundir ISBN e ISSN ou usar um onde o outro é exigido;
- copiar um DOI incompleto ou digitado incorretamente e se perguntar por que o link falha;
- omitir o DOI mesmo quando o editor fornece um, dificultando a localização das fontes;
- usar um ASIN em vez de um ISBN em uma referência acadêmica.
Reservar um momento para verificar os identificadores em bases de dados confiáveis ou diretamente no site do editor evita esses problemas e melhora a confiabilidade das suas referências.
10. Conclusão
Os identificadores de publicação são fáceis de serem ignorados, mas são fundamentais para o funcionamento da comunicação acadêmica. Códigos como ISBN, ISSN e DOI permitem que bibliotecas, bases de dados, motores de busca e leitores distingam entre centenas de milhares de títulos quase idênticos, acompanhem relações entre formatos e edições, e mantenham links estáveis para conteúdo digital ao longo do tempo.
Para pesquisadores, uma compreensão básica desses identificadores faz parte da prática profissional. Saber qual código se aplica a qual tipo de recurso — e onde encontrá-los e usá-los corretamente — ajuda você a construir citações precisas, gerenciar suas próprias publicações de forma mais eficaz e garantir que seu trabalho possa ser descoberto e citado de forma confiável por outros. À medida que o volume e a variedade de produções acadêmicas continuam a crescer, essas pequenas sequências de números e letras permanecerão essenciais para manter o registro global de pesquisa organizado e acessível.