Using Adjectives Effectively in Academic and Scientific Writing

Usando Adjetivos de Forma Eficaz na Escrita Acadêmica e Científica

Mar 18, 2025Rene Tetzner

Resumo

Adjetivos apoiam a precisão, não a decoração. Na escrita acadêmica e científica, eles esclarecem variáveis, condições e distinções que os substantivos sozinhos não conseguem expressar completamente. Mas quando usados em excesso, obscurecem o significado e sobrecarregam as frases.

Use adjetivos intencionalmente: evite longas sequências, escolha modificadores precisos, prefira substantivos fortes e transforme frases descritivas recorrentes em abreviações. Transfira detalhes excessivos para orações ou novas frases quando necessário.

Siga regras claras: aplique um sistema consistente de pontuação ("teste e" do Chicago ou New Hart’s Rules) e respeite a ordem dos modificadores em inglês. A consistência fortalece a legibilidade e o tom profissional.

Conclusão: a escrita acadêmica eficaz limita os adjetivos àqueles que realmente aumentam a clareza e o significado. A precisão melhora quando cada modificador justifica seu lugar.

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Usando Adjetivos de Forma Eficaz na Escrita Acadêmica e Científica

Adjetivos estão entre os elementos mais usados, mas menos examinados, da escrita acadêmica. Na linguagem cotidiana, eles ajudam a colorir descrições, expressar impressões pessoais ou adicionar um toque estilístico. Em contextos acadêmicos, no entanto, os adjetivos cumprem uma função muito mais séria: fornecem precisão. Eles permitem que pesquisadores distingam entre condições semelhantes, identifiquem grupos específicos, especifiquem restrições metodológicas e descrevam as qualidades de materiais, instrumentos ou ambientes. Sem adjetivos, a escrita acadêmica perderia grande parte da exatidão que a comunicação rigorosa exige. Ainda assim, os adjetivos também são uma das fontes mais comuns de confusão e excesso. Quando usados em demasia ou sem disciplina, eles obscurecem o significado, sobrecarregam o substantivo e quebram o ritmo da frase. Este artigo explica como usar adjetivos de forma eficiente, estratégica e consistente na prosa acadêmica e científica.

1) Por que os adjetivos são importantes na comunicação acadêmica

Como a pesquisa frequentemente lida com conceitos altamente específicos e nuançados, os substantivos sozinhos raramente fornecem detalhes suficientes. A diferença entre “data” e “longitudinal behavioural data collected at three intervals,” ou entre “participants” e “adult bilingual participants aged 20–35,” é a diferença entre uma descrição superficial e informação significativa. Os adjetivos permitem que os pesquisadores incorporem detalhes críticos de forma compacta, apoiando a reprodutibilidade, clareza e interpretação.

Em várias disciplinas, os adjetivos ajudam a definir:

  • Condições — “high-temperature environment,” “low-light setting”
  • Materiais — “stainless-steel components,” “high-density polymer film”
  • Populações — “preterm infants,” “treatment-resistant patients”
  • Métodos — “double-blind procedure,” “mixed-methods design”
  • Teorias — “cognitive-behavioural model,” “structural functionalist perspective”

Esses descritores não são opcionais; são parte integrante do propósito comunicativo da prosa acadêmica. No entanto, essa utilidade não concede licença ilimitada. O desafio é equilibrar a informação necessária com uma estrutura legível.

2) Como os adjetivos se tornam contraproducentes

Problemas surgem quando autores começam a empilhar adjetivos na frente de um substantivo. Motivados pelo desejo de ser precisos, os escritores frequentemente produzem frases como “o protocolo experimental comparativo intercultural multiestágio de alta qualidade recém-desenvolvido.” Embora cada adjetivo possa ser relevante, a estrutura resultante é quase ilegível. Em vez de ajudar na compreensão, os modificadores sobrecarregam o substantivo, forçam o leitor a manter muitas ideias ao mesmo tempo e reduzem a clareza da mensagem.

O uso excessivo de adjetivos geralmente causa três problemas:

  • Sobrecarga cognitiva — Os leitores precisam processar vários modificadores antes de chegar ao substantivo que ancora o significado.
  • Ambiguidade — Torna-se pouco claro quais adjetivos pertencem juntos ou quais aspectos eles modificam.
  • Enfraquecimento do tom — Adjetivos avaliativos vagos ("importante", "significativo", "inovador") diluem a precisão acadêmica.

Agrupamentos densos de modificadores dão a impressão de uma escrita complicada em vez de complexa, prolixa em vez de precisa.

3) Escolhendo adjetivos deliberadamente

A prosa acadêmica de alta qualidade usa adjetivos com moderação e propósito. Muitos escritores descobrem que suas frases se fortalecem quando substituem sequências de modificadores por uma palavra bem escolhida. Considere as seguintes transformações:

  • “conjunto de dados muito grande e extremamente importante” → “conjunto de dados de alto impacto”
  • “intervalo relativamente pequeno e bastante estreito” → “intervalo restrito”
  • “resultados realmente significativos e altamente relevantes” → “resultados relevantes para políticas”

Em cada caso, um único adjetivo preciso supera dois ou três imprecisos. O objetivo não é simplesmente reduzir o número de palavras; é aumentar a precisão e o impacto.

4) Redistribuindo detalhes em vez de empilhar adjetivos

Se vários adjetivos forem realmente necessários, a solução raramente é mantê-los todos antes do substantivo. Em vez disso, redistribua a informação em orações, frases preposicionais ou sentenças separadas:

Pobre: “o sistema experimental trifásico multi-institucional avançado de alta precisão”
Melhorado: “Usamos um sistema experimental trifásico desenvolvido em várias instituições e projetado para medição de alta precisão.”

A versão aprimorada transmite a mesma informação, mas permite que o leitor a processe em uma sequência lógica. O substantivo aparece antes, e cada descritor recebe um papel gramatical claro.

5) Usando substantivos mais fortes em vez de mais adjetivos

Muitas combinações adjetivo-substantivo podem ser substituídas inteiramente por um substantivo mais específico. Essa abordagem torna o texto mais conciso e elimina ambiguidades:

  • “ferramenta de medição de água” → “hidrómetro”
  • “animais aquáticos minúsculos” → “zooplâncton”
  • “animais que se alimentam de plantas” → “herbívoros”
  • “dispositivo de medição de som” → “decibelímetro”

Expandir seu vocabulário técnico compensa ao reduzir a dependência de modificadores vagos ou empilhados.

6) Convertendo frases adjetivas repetidas em abreviações

Descritores complexos frequentemente reaparecem ao longo de um manuscrito. Em vez de repetir frases longas, defina-as uma vez e use abreviações a partir daí:

“câmara de reação de alta pressão e alta temperatura (câmara HPHT)”

Esta estratégia preserva o significado enquanto melhora o fluxo. Mas as abreviações devem ser introduzidas claramente, ser facilmente reconhecíveis e usadas de forma consistente.

7) Regras de pontuação para múltiplos adjetivos

Quando dois ou mais adjetivos aparecem antes de um substantivo, as escolhas de pontuação afetam a legibilidade. Dois sistemas comuns orientam a escrita acadêmica.

a) Regra de coordenação de Chicago (“teste do e”)

Insira uma vírgula se os adjetivos puderem ser unidos com “e” sem alterar o significado:

  • “análise cuidadosa, sistemática” (cuidadosa e sistemática → vírgula)
  • “três grupos experimentais” (três e experimental → não natural → sem vírgula)

b) Novas Regras de Hart: adjetivos qualitativos vs classificadores

Este sistema separa os adjetivos em:

  • Qualitativos (graduáveis): grande, estreito, cuidadoso, difícil
  • Classificadores: químico, anual, térmico, English

Usando esta abordagem:

  • Vírgula entre dois adjetivos qualitativos — “um corredor longo, estreito”
  • Sem vírgula entre qualitativo + classificador — “um corredor longo de metal”
  • Sem vírgula entre adjetivos classificadores — “impacto ambiental anual”

Qualquer que seja a regra escolhida, a consistência é mais importante do que o próprio sistema.

8) Ordenação natural dos adjetivos

Mesmo sem treinamento formal, os leitores esperam que os adjetivos apareçam em uma ordem familiar. A sequência convencional em inglês é:

  1. Quantidade
  2. Opinião/qualidade
  3. Tamanho
  4. Idade
  5. Forma
  6. Cor
  7. Origem
  8. Material
  9. Propósito

É por isso que “três grandes mesas redondas de madeira antiga” soa correto e “mesas de madeira redondas antigas três” não. Respeitar a ordem natural evita distrair os leitores com construções estranhas.

9) Expectativas específicas da disciplina

Diferentes áreas toleram densidades de modificadores de formas distintas. A prosa das humanidades pode aceitar mais adjetivos qualitativos porque a interpretação faz parte do método. Em contraste, engenharia, química e física favorecem terminologia concisa e rica em substantivos, onde os adjetivos tendem a ser funcionais e baseados em medições. As ciências sociais frequentemente ficam entre esses extremos, usando adjetivos tanto para distinções conceituais quanto para detalhes metodológicos.

Antes de redigir, leia rapidamente artigos recentes do seu periódico-alvo. A densidade de adjetivos deles oferece a orientação mais clara.

10) Revisando adjetivos: um método prático

Uma revisão focada pode melhorar significativamente a clareza. Destaque todos os adjetivos em uma seção do seu manuscrito e pergunte:

  • Este adjetivo adiciona informação essencial?
  • É preciso, mensurável ou bem definido?
  • Um substantivo mais forte poderia substituir este par adjetivo-substantivo?
  • Este detalhe funcionaria melhor em uma oração ou em uma frase separada?
  • Usei este adjetivo com muita frequência?

Este exercício revela modificadores desnecessários e fortalece aqueles que permanecem.

Conclusão: Precisão por meio da moderação cuidadosa

Adjetivos não são inimigos da escrita acadêmica. Eles são ferramentas—poderosas—quando usados com intenção. A prosa acadêmica eficaz usa adjetivos para aguçar o significado, distinguir condições e esclarecer variáveis, não para inflar afirmações ou decorar sentenças. Os manuscritos mais legíveis e confiáveis restringem os adjetivos àqueles que realmente aprimoram a compreensão. Ao confiar em substantivos fortes, redistribuir detalhes, seguir regras consistentes de pontuação e avaliar cuidadosamente cada modificador, você pode garantir que seus adjetivos fortaleçam, em vez de enfraquecer, a comunicação da sua pesquisa.



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