British vs. American English: Spelling Differences in Academic Writing

Inglês britânico vs. inglês americano: diferenças ortográficas na escrita acadêmica

Jan 15, 2025Rene Tetzner

Resumo

O inglês britânico e americano compartilham um núcleo comum, mas suas diferenças ortográficas são importantes na escrita acadêmica. A maioria dos periódicos especifica uma variedade em suas diretrizes para autores, e mesmo quando não o fazem, os editores esperam o uso consistente de inglês britânico ou americano ao longo de um manuscrito. Corretores ortográficos e configurações padrão de idioma em processadores de texto são úteis, mas imperfeitos; eles nem sempre sinalizam diferenças sensíveis ao contexto como practice/practise ou licence/license, nem lidam de forma confiável com todas as variantes indicadas nos dicionários.

Contrastes-chave incluem padrões previsíveis e exceções complicadas. Diferenças comuns envolvem terminações como -our/-or (colour/color), -re/-er (centre/center), -ise/-ize, -yse/-yze, e combinações vocálicas como ae/oe/ou versus e/o (aesthetics/esthetics, manoeuvre/maneuver, mould/mold). Outros padrões dizem respeito a -ce/-se (defence/defense), a retenção ou perda do e (acknowledgement/acknowledgment), l simples versus duplo (enrol/enroll, travelling/traveling) e outros contrastes como sulphur/sulfur, cheque/check e programme/program.

Para pesquisadores, o objetivo não é memorizar todos os pares, mas aplicar uma estratégia clara e consistente. Escolher uma variedade, consultar dicionários confiáveis, entender famílias comuns de ortografia e ficar atento a pares verbo/substantivo de alto risco reduz drasticamente os erros. Combinado com uma revisão cuidadosa, esses hábitos garantem que a ortografia apoie, em vez de distrair, o argumento do seu trabalho acadêmico.

📖 Texto Completo: (Clique para recolher)

Inglês Britânico vs. Americano: Diferenças de Ortografia na Escrita Acadêmica

O inglês é uma língua global, mas não é uniforme. Dois padrões escritos principais dominam a comunicação acadêmica: o inglês britânico e o inglês americano. Para autores acadêmicos, essa distinção é mais do que uma curiosidade. Periódicos, universidades e editoras frequentemente esperam uma variedade ou outra, e os editores buscam adesão consistente a essa escolha. Um manuscrito que alterna entre colour e color ou entre centre e center pode parecer descuidado, mesmo que a pesquisa em si seja rigorosa.

Muitos autores dependem da configuração de idioma padrão no Microsoft Word ou outro processador de texto. Embora isso possa ser uma primeira linha de defesa útil, está longe de ser infalível. Os corretores ortográficos nem sempre estão configurados corretamente, podem ignorar distinções sensíveis ao contexto (como pares verbo/substantivo) e não conseguem lidar de forma confiável com todas as variantes registradas nos principais dicionários. Além disso, os próprios dicionários diferem: alguns marcam explicitamente as formas britânicas e americanas, enquanto outros simplesmente listam alternativas sem explicar qual variedade usa qual ortografia.

Criar uma ortografia britânica ou americana precisa e consistente requer, portanto, mais do que confiança cega no software. Requer uma compreensão básica dos padrões comuns, uma noção de onde as duas variedades divergem e uma consciência das exceções complicadas que frequentemente surpreendem os escritores. Este artigo descreve as diferenças ortográficas mais importantes para autores acadêmicos e oferece orientações práticas sobre como escolher e aplicar uma variedade consistentemente em seu trabalho.

Por que a Consistência é Importante na Escrita Acadêmica

A escrita acadêmica é construída sobre clareza, precisão e credibilidade. Os leitores esperam que artigos de pesquisa, teses, relatórios e livros sigam um conjunto coerente de convenções linguísticas. Quando a ortografia varia entre variedades, surgem vários problemas:

  • Percepção de descuido: Ortografia inconsistente sugere que o manuscrito não foi cuidadosamente revisado, o que pode influenciar a impressão dos revisores e editores sobre o trabalho.
  • Distração: Alternar frequentemente entre behaviour e behavior ou travelling e traveling distrai os leitores do argumento e faz o texto parecer desigual.
  • Carga editorial: Revisores e corretores precisam gastar tempo extra padronizando as ortografias, o que pode atrasar a publicação e potencialmente introduzir erros.
  • Profissionalismo: A consistência sinaliza respeito pelas normas do periódico ou instituição e mostra que o autor entende como a comunicação acadêmica funciona.

Por essas razões, muitos periódicos declaram explicitamente uma preferência por “UK English” ou “US English” em suas instruções para autores. Mesmo quando nenhuma preferência é declarada, a abordagem mais segura é escolher uma variedade—geralmente aquela mais alinhada com a localização do periódico e o conteúdo existente—e usá-la consistentemente.

Estratégia Geral: Escolhendo e Aplicando uma Variedade

Antes de mergulhar em famílias específicas de ortografia, é útil estabelecer uma estratégia clara:

  • Verifique as diretrizes do periódico. Se as instruções para autores especificarem a ortografia britânica ou americana, siga essa orientação sem exceção.
  • Alinhe-se com seu público-alvo. Se você não estiver vinculado a um periódico, considere onde a maioria dos seus leitores está localizada e escolha a variedade que parecerá mais natural para eles.
  • Configure corretamente o idioma do seu processador de texto. Escolha “English (United Kingdom)” ou “English (United States)” conforme apropriado, e assegure-se de que o documento inteiro—não apenas seções individuais—use a mesma configuração.
  • Use um dicionário confiável. Para o inglês britânico, muitos autores confiam no Oxford ou Collins; para o inglês americano, Merriam-Webster é uma escolha comum. Mantenha-se fiel a um único dicionário para decisões ortográficas.
  • Crie uma lista pessoal de palavras. Anote palavras que você usa frequentemente e que diferem entre as variedades, para que possa consultá-las rapidamente e evitar inconsistências.

Com essa base estabelecida, você pode focar nas diferenças específicas de ortografia que mais frequentemente aparecem na prosa acadêmica.

Principais Famílias Ortográficas: Padrões Britânicos vs. Americanos

1. -our vs. -or

Uma das diferenças mais visíveis é o contraste entre as terminações -our e -or:

  • Inglês britânico: colour, behaviour, labour, honour
  • Inglês americano: color, behavior, labor, honor

Essas palavras ocorrem frequentemente na escrita acadêmica—especialmente nas ciências sociais e humanas—portanto, escolher um padrão e aplicá-lo consistentemente é importante. No inglês britânico, a forma -our é padrão; no inglês americano, apenas -or é correta.

2. -re vs. -er

Outro contraste familiar aparece em palavras terminadas com -re no inglês britânico e -er no inglês americano:

  • Inglês britânico: centre, metre, theatre
  • Inglês americano: center, meter, theater

No entanto, nem toda palavra com terminação em er muda. Palavras como parameter e sober são escritas da mesma forma em ambas as variedades. Isso significa que você não pode simplesmente converter todo -er em -re ao “britanizar” um texto; você deve verificar cada candidato em um dicionário.

3. -ise e -ize

Muitos autores acham a distinção -ise/-ize particularmente confusa. No inglês americano, verbos desse tipo quase sempre são escritos com -ize:

  • Inglês americano: organize, specialize, recognize, globalize

O inglês britânico é mais flexível. Tradicionalmente, ambas as formas -ise e -ize são consideradas corretas em muitos casos, então tanto organise quanto organize podem ser aceitáveis. Alguns editores preferem fortemente -ize (seguindo a ortografia de Oxford), enquanto outros adotam consistentemente -ise. O ponto crucial é a consistência interna dentro do seu documento e o alinhamento com o estilo da revista.

4. -yse vs. -yze

Relacionado ao grupo anterior está um padrão menor, mas importante, envolvendo -yse/-yze:

  • Inglês britânico: analyse, paralyse
  • Inglês americano: analyze, paralyze

Aqui a divisão é mais clara: o inglês britânico normalmente usa -yse, enquanto o inglês americano usa -yze. Como esses verbos são comuns em campos científicos, a grafia inconsistente se destaca rapidamente.

5. ae/oe/ou vs. e/o

O inglês britânico frequentemente mantém combinações vocálicas mais antigas como ae, oe e ou, onde o inglês americano tende a simplificá-las para e ou o:

  • Inglês britânico: aesthetics, anaemia, manoeuvre, oestrogen, mould
  • Inglês americano: esthetics, anemia, maneuver, estrogen, mold

Essas distinções são particularmente comuns na terminologia médica e científica. No entanto, o uso pode ser misto, e alguns periódicos britânicos agora aceitam grafias simplificadas em certos contextos. Em caso de dúvida, siga seu dicionário e as diretrizes do periódico escolhidos.

6. -ce vs. -se e Pares Verbo/Substantivo

O contraste entre -ce e -se cria diferenças tanto diretas quanto sutis. Um exemplo claro é:

  • Inglês britânico: defence
  • Inglês americano: defense

Um caso mais complexo envolve pares verbo/substantivo. No inglês britânico, algumas palavras usam uma grafia para o substantivo e outra para o verbo:

  • Substantivo: practice, licence
  • Verbo: practise, license

No inglês americano, o padrão é simplificado:

  • Substantivo e verbo: practice
  • Substantivo e verbo: license

Porque essas palavras aparecem frequentemente na escrita acadêmica—especialmente em disciplinas profissionais como direito, medicina e educação—os autores devem ter cuidado especial com elas ao escrever em inglês britânico.

7. Manter ou Omitir a Letra e

Outra família de diferenças diz respeito a manter ou não um e interno. O inglês britânico frequentemente mantém o e, enquanto o inglês americano o omite:

  • Inglês britânico: sizeable, acknowledgement
  • Inglês americano: sizable, acknowledgment

Ainda assim, esse padrão não é completamente previsível. Por exemplo, o inglês britânico comumente usa judgement, mas em contextos legais judgment é preferido, aproximando-se do padrão americano, onde judgment é sempre usado. Ao mesmo tempo, knowledgeable geralmente mantém o e em ambas as variedades. Esses padrões mistos confirmam a necessidade de verificar palavras de alta frequência em vez de confiar apenas em suposições.

8. l Simples vs. Duplo

O comportamento da letra l é outra diferença bem conhecida. Na forma base, o inglês britânico frequentemente usa um único l onde o inglês americano usa ll:

  • Inglês britânico: enrol, skilful
  • Inglês americano: enroll, skillful

Ao adicionar terminações como -ed ou -ing, o inglês britânico tende a dobrar consoantes com mais facilidade:

  • Inglês britânico: focussed, travelling
  • Inglês americano: focused, traveling

Há, no entanto, casos em que ambas as variedades usam a forma dobrada, como em enrolling. Regras gerais sobre a duplicação de consoantes após vogais curtas também interagem com esses padrões, por isso é aconselhável consultar um dicionário se você estiver em dúvida.

9. Outras Diferenças Características

Vários outros contrastes ocorrem com menos frequência, mas ainda aparecem em textos acadêmicos e administrativos:

  • ph vs. f: Inglês britânico sulphur vs. Inglês americano sulfur
  • sc vs. sk: Inglês britânico sceptic vs. Inglês americano skeptic
  • que vs. ck: Inglês britânico cheque vs. Inglês americano check
  • ogue vs. og: Inglês britânico catalogue vs. Inglês americano catalog

Nem toda palavra nessas famílias difere. Por exemplo, epilogue é escrita da mesma forma tanto no inglês britânico quanto no americano, ilustrando novamente que os padrões devem ser aplicados com cautela e não mecanicamente.

10. Programme vs. Program

A palavra program(me) é um caso particularmente interessante. No inglês britânico, programme ainda é comum para usos gerais (como um programa de televisão ou um programa de eventos). No entanto, ao se referir a software de computador, o uso britânico alinha-se ao inglês americano e usa program sem o me final. O inglês americano usa program em todos os sentidos.

Na escrita acadêmica, onde softwares e programas de pesquisa podem ser discutidos, é importante distinguir qual sentido você está usando e seguir a convenção da variedade escolhida.

Dicas Práticas para Autores Acadêmicos

Memorizar todos os pares de ortografia é irrealista, especialmente se você escreve em uma segunda língua. Em vez disso, concentre-se em desenvolver bons hábitos:

  • Escolha sua variedade cedo. Decida se você está escrevendo em inglês britânico ou americano antes de redigir e ajuste seu corretor ortográfico de acordo.
  • Mantenha uma lista pessoal de palavras frequentes. Anote termos como defence/defense, analyse/analyze, travelling/traveling e outros que se repetem em sua área.
  • Verifique títulos, resumos e cabeçalhos cuidadosamente. Inconsistências ortográficas são especialmente visíveis nesses locais de destaque.
  • Respeite o material citado. Ao citar títulos de artigos, livros ou citações, preserve a ortografia original, mesmo que difira da variedade que você está usando no texto principal.
  • Use edição profissional se necessário. Para documentos de alta importância, como teses, propostas de bolsas ou artigos de revistas, a revisão especializada pode ajudar a padronizar a ortografia e garantir que sua linguagem atenda aos padrões de publicação.

Conclusão

O inglês britânico e americano compartilham muito mais semelhanças do que diferenças, mas os contrastes ortográficos que existem são significativos na escrita acadêmica. Padrões envolvendo -our/-or, -re/-er, -ise/-ize, -yse/-yze, combinações vocálicas, -ce/-se, a retenção do e, o comportamento do l e um punhado de formas distintas como sulphur/sulfur, cheque/check e programme/program podem revelar imediatamente sua variedade geográfica.

O objetivo não é eliminar todas as variações possíveis, mas adotar um padrão e aplicá-lo consistentemente, guiado pelas instruções da revista e dicionários confiáveis. Quando a ortografia apoia em vez de distrair seu argumento, sua pesquisa pode falar clara e confiantemente para o público-alvo — seja ele que escreva behaviour ou behavior.


No Proof-Reading-Service.com, nossos editores acadêmicos e revisores verificam ortografia, gramática e estilo tanto no inglês britânico quanto no americano, ajudando autores a atender aos requisitos das revistas e apresentar seu trabalho de forma clara e profissional.



Mais artigos

Editing & Proofreading Services You Can Trust

At Proof-Reading-Service.com we provide high-quality academic and scientific editing through a team of native-English specialists with postgraduate degrees. We support researchers preparing manuscripts for publication across all disciplines and regularly assist authors with:

Our proofreaders ensure that manuscripts follow journal guidelines, resolve language and formatting issues, and present research clearly and professionally for successful submission.

Specialised Academic and Scientific Editing

We also provide tailored editing for specific academic fields, including:

If you are preparing a manuscript for publication, you may also find the book Guide to Journal Publication helpful. It is available on our Tips and Advice on Publishing Research in Journals website.