How To Write a Successful Scientific Manuscript for Publication

Como Escrever um Manuscrito Científico Bem-Sucedido para Publicação

Jun 02, 2025Rene Tetzner

Resumo

Escrever um manuscrito científico bem-sucedido é muito mais do que simplesmente relatar seus dados. Requer uma compreensão clara do seu público-alvo, aderência cuidadosa às diretrizes do periódico ou do curso, uma estrutura lógica, linguagem precisa e concisa, interpretação cuidadosa dos resultados e elementos de apoio fortes, como títulos, resumos, referências e cartas de apresentação. Um manuscrito bem elaborado não apenas comunica o que você fez, mas convence os leitores — revisores, editores, examinadores e outros cientistas — de que sua pesquisa é rigorosa, relevante e vale a pena ser lida.

Este artigo fornece um guia passo a passo para escrever manuscritos científicos eficazes para publicação ou avaliação. Ele expande princípios-chave, como seguir as instruções exatamente, adaptar o conteúdo para diferentes públicos, usar estruturas apropriadas (como IMRaD), escrever de forma clara e correta, e desenvolver uma discussão persuasiva que realmente interprete os achados. Também explica como criar títulos excelentes, resumos, referências e documentos de apoio, e destaca armadilhas comuns que fazem com que pesquisas boas sejam rejeitadas. Quer você esteja preparando um relatório de laboratório, um artigo de periódico ou um artigo de revisão, essas estratégias ajudarão a transformar uma coleção de resultados em um manuscrito coerente e profissional que tem muito mais chances de sucesso.

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Como Escrever um Manuscrito Científico Bem-Sucedido para Publicação

Introdução

Manuscritos científicos vêm em muitas formas: relatórios de laboratório concisos, artigos de pesquisa completos, artigos de revisão abrangentes, notas metodológicas, estudos de caso e mais. Cada um tem suas próprias convenções, públicos e objetivos. Um estudante do primeiro ano escrevendo um relatório de laboratório tenta demonstrar compreensão de um procedimento experimental; um cientista sênior submetendo a um periódico prestigiado tenta convencer editores e revisores de que seu estudo avança o campo. Por causa dessa diversidade, não existe uma fórmula única que garanta sucesso em todas as situações.

No entanto, existem princípios fundamentais que se aplicam à grande maioria dos documentos científicos sérios. Independentemente da disciplina, tamanho ou formato, manuscritos bem-sucedidos compartilham certas características: respeitam instruções e padrões, são adaptados aos seus públicos, são logicamente estruturados, escritos de forma clara, interpretados com cuidado e totalmente apoiados com referências precisas e material de suporte. Este artigo expande esses princípios, mostrando como transformar seus resultados experimentais, figuras e anotações em um manuscrito polido que tem uma chance realista de publicação.

1. Siga as Instruções – Exatamente

Uma das razões mais comuns para rejeição — tanto em cursos acadêmicos quanto em periódicos — é simplesmente que o autor não seguiu as instruções. Isso pode ser frustrante quando você acredita que sua ciência é sólida, mas do ponto de vista de um instrutor ocupado ou editor de periódico, não respeitar requisitos básicos é um sinal de alerta.

Antes de começar a escrever, e novamente antes de enviar, consulte cuidadosamente as diretrizes relevantes:

  • “Instruções para Autores” ou “Diretrizes para Autores” de periódicos – Normalmente especificam limites de palavras, títulos de seções, estilo de referência, formatos de figuras, tipos de arquivo, declarações éticas, expectativas de disponibilidade de dados e mais.
  • Instruções de curso ou tarefa – Relatórios de laboratório e trabalhos estudantis frequentemente vêm com requisitos explícitos para tamanho, formatação, estrutura e critérios de avaliação.
  • Regras para submissão em conferências – Resumos e artigos de anais podem ter restrições rigorosas quanto ao tamanho, diagramas e referências.

Autores bem-sucedidos tratam esses documentos como inegociáveis. Se as diretrizes dizem 4.000 palavras, não envie 6.000. Se exigem um resumo estruturado, forneça um. Se um periódico insiste em um estilo de referência específico, não use outro "porque é mais fácil." Seguir as instruções é uma maneira simples de mostrar profissionalismo e respeito pelos seus leitores. Você não quer que seu manuscrito seja devolvido — ou rejeitado — antes que alguém tenha considerado seriamente sua pesquisa.

2. Entenda Seu Público-Alvo

A escrita científica é sempre escrita para alguém. Um instrutor de laboratório, um examinador externo, um editor de periódico, um revisor par ou um leitor especialista em sua área terão diferentes níveis de conhecimento prévio e diferentes expectativas. Portanto, um passo vital para escrever um manuscrito bem-sucedido é pausar e perguntar:

  • Quem vai ler este documento?
  • O que eles já sabem?
  • O que eles precisam saber para avaliar meu trabalho?
  • O que eles estarão procurando?

Por exemplo:

  • Instrutores de laboratório já entendem a ciência subjacente, mas precisam ver que você compreende os conceitos, procedimentos e limitações. Eles buscarão descrições claras dos métodos, uso correto da terminologia e evidências de que você pode interpretar os resultados corretamente.
  • Revisores pares e leitores de periódicos são especialistas na área. Eles esperarão que seu manuscrito se situe dentro da literatura atual, referencie trabalhos anteriores relevantes, use métodos experimentais ou analíticos apropriados e forneça resultados que sejam reproduzíveis e estatisticamente sólidos. No entanto, os periódicos também têm leitores mais amplos dentro da disciplina, então você não deve presumir que todos conhecem todos os detalhes de nicho.
  • Públicos interdisciplinares exigem que você explique conceitos específicos da disciplina de forma mais clara e evite jargões desnecessários, ao mesmo tempo em que atende às expectativas dos especialistas.

Manter seu público em mente ajuda a decidir o nível certo de detalhe para as seções de contexto, quanto da descrição metodológica incluir, quão detalhadamente explicar as figuras e como enquadrar a importância de suas descobertas.

3. Organize Seu Material em uma Estrutura Clara e Lógica

Um manuscrito bem estruturado é muito mais fácil de ler, revisar e avaliar do que um desorganizado. Estrutura não é apenas sobre títulos; é sobre a lógica subjacente que guia os leitores desde a motivação e hipótese, passando pelos métodos e resultados, até a interpretação e conclusões.

Muitos periódicos recomendam ou exigem a clássica estrutura IMRaD:

  • Introdução – Explica o contexto, identifica lacunas no conhecimento, estabelece a questão de pesquisa ou hipóteses, e declara os objetivos do estudo.
  • Metodologia (Métodos e Materiais) – Descreve em detalhes como a pesquisa foi realizada, quais materiais foram usados, como os dados foram coletados e analisados, e quaisquer aprovações éticas.
  • Resultados – Apresenta as descobertas de forma objetiva, frequentemente usando tabelas e figuras, sem interpretação excessiva.
  • Discussão – Interpreta os resultados, explica seu significado, compara-os com estudos anteriores, aborda limitações e sugere direções futuras.

No entanto, diferentes tipos de manuscritos científicos podem exigir adaptações:

  • Um lab report pode incluir seções combinadas de Resultados e Discussão ou uma revisão de literatura mais curta.
  • Um artigo de revisão pode ser estruturado tematicamente (por exemplo, por tópico, método ou período) em vez de por IMRaD.
  • Um estudo de caso ou artigo de métodos pode incluir seções especializadas sobre descrição do caso, otimização de protocolo ou estudos de validação.

Qualquer que seja a estrutura que você use, assegure-se de que seja lógica, consistente e fácil de seguir. Cada seção deve ter um propósito claro, e cada parágrafo deve contribuir para esse propósito.

4. Escreva de Forma Clara, Correta e Concisa

A clareza está no cerne da comunicação científica. Mesmo a pesquisa mais inovadora pode ser prejudicada por uma escrita confusa, incorreta ou prolixa. Manuscritos bem-sucedidos geralmente compartilham três características principais:

  • Clareza – O leitor nunca deve ter que adivinhar o que você quer dizer.
  • Correção – Gramática, ortografia, terminologia técnica e apresentação de dados devem ser precisas.
  • Concisão – Cada frase deve justificar seu lugar; repetições desnecessárias e prolixidade devem ser evitadas.

Para alcançar isso:

  • Use frases diretas e simples. Evite suborações excessivas e construções excessivamente complexas.
  • Prefira verbos e substantivos específicos a frases vagas (por exemplo, “medir”, “quantificar”, “comparar” em vez de “fazer algo”).
  • Verifique cada parágrafo para uma frase-tópico clara e progressão lógica.
  • Revise seu manuscrito várias vezes, idealmente com algum intervalo para ganhar distância.
  • Peça a colegas, supervisores ou coautores que leiam o manuscrito e apontem seções pouco claras.
  • Considere usar um editor científico profissional ou revisor de texto se o inglês não for sua primeira língua ou se os revisores já comentaram sobre questões de linguagem.

Lembre-se, os revisores não são obrigados a lutar com uma prosa confusa. Se eles não conseguirem entender seu argumento facilmente, podem simplesmente recomendar a rejeição.

5. Interprete e Discuta Seus Resultados Cuidadosamente

Uma lista de resultados não faz um artigo científico bem-sucedido. Editores e revisores querem saber não apenas o que você encontrou, mas também o que isso significa. Interpretação e discussão cuidadosas são, portanto, cruciais.

Discussões fortes tipicamente:

  • Retorne à pergunta de pesquisa original ou hipóteses e declare claramente se e como elas foram respondidas.
  • Explique como os resultados se encaixam ou contradizem a literatura existente.
  • Explore possíveis mecanismos ou explicações para os efeitos observados, evitando especulações sem suporte nos dados.
  • Identifique honestamente as limitações do estudo e discuta como elas afetam a interpretação.
  • Destaque as implicações práticas, teóricas ou metodológicas do trabalho.
  • Sugira direções realistas para pesquisas futuras.

Muitos manuscritos recebem notas baixas ou críticas negativas não porque os experimentos foram mal realizados, mas porque a discussão não demonstra entendimento. Evite simplesmente repetir os resultados com outras palavras. Em vez disso, concentre-se em mostrar que você compreende sua importância no contexto científico mais amplo.

6. Forneça Referências, Títulos, Resumos e Documentos de Apoio Excelentes

O texto principal do seu manuscrito realiza o trabalho pesado, mas os elementos de apoio desempenham um papel fundamental para determinar se seu trabalho será lido e levado a sério.

6.1 Referências

As referências devem ser:

  • Preciso – Nomes, anos, títulos, nomes de periódicos e números de páginas devem estar corretos.
  • Relevante – Cite estudos anteriores importantes, não apenas os convenientes ou facilmente acessíveis.
  • Completo – Toda afirmação importante deve ser apoiada por literatura apropriada.
  • Consistente – Use o mesmo estilo ao longo de todo o texto (conforme exigido pelo periódico ou instrutor).

Referências descuidadas indicam falta de rigor acadêmico e podem levantar preocupações sobre plágio ou negligência de trabalhos importantes na área.

6.2 Título

O título é frequentemente a única parte do seu manuscrito que muitos leitores potenciais verão nos resultados de busca ou nos índices. Um título científico eficaz é:

  • Claro – Deve descrever com precisão sobre o que é o manuscrito.
  • Conciso – Evite palavras desnecessárias ou frases excessivamente longas.
  • Informativo – Inclua variáveis-chave, espécies, técnicas ou contextos, se relevantes.
  • Atraente – Torne-o interessante o suficiente para que os leitores queiram clicar e saber mais.

6.3 Resumo

O resumo sintetiza todo o seu estudo para um público amplo. Muitos leitores — incluindo editores que decidem se enviam o artigo para revisão — dependem muito dele. Um bom resumo:

  • Declara brevemente o contexto e a motivação.
  • Define a questão ou objetivo da pesquisa.
  • Resume os métodos em uma ou duas frases.
  • Apresenta os principais resultados com números-chave, se apropriado.
  • Destaca as principais conclusões e implicações.

Resumos estruturados (com títulos como Contexto, Métodos, Resultados, Conclusões) são comuns nas ciências médicas e biológicas. Sempre siga o formato exigido pelo periódico.

6.4 Carta de Apresentação

Para submissões em periódicos, a carta de apresentação é sua chance de falar diretamente com o editor. Ela deve:

  • Apresente o manuscrito pelo título e tipo de artigo.
  • Explique brevemente o que é novo e importante em seu trabalho.
  • Justifique por que o manuscrito é adequado para aquele periódico específico e seu público leitor.
  • Divulgue qualquer informação relevante, como submissões anteriores ou artigos relacionados.
  • Seja educado, profissional e conciso.

7. Armadilhas Comuns e Como Evitá-las

Mesmo pesquisas sólidas podem ser prejudicadas por erros evitáveis. Alguns dos mais frequentes incluem:

  • Ignorar as diretrizes – leva à rejeição sumária ou atrasos.
  • Sobrecarga do manuscrito – incluindo todos os detalhes em vez de focar nos resultados mais importantes e mover informações suplementares para os apêndices.
  • Pressupor conhecimento prévio demais – não explicar conceitos ou métodos-chave claramente.
  • Discussão fraca ou sem foco – apenas repetindo resultados em vez de interpretá-los.
  • Problemas de linguagem – inglês pouco claro ou incorreto que dificulta a avaliação.
  • Figuras e tabelas mal preparadas – elementos visuais desordenados, inconsistentes ou ilegíveis.

Para evitar esses problemas, planeje tempo para múltiplas revisões, busque feedback de colegas e considere edição ou revisão profissional, se necessário.

8. Um Fluxo de Trabalho Prático para Escrever um Manuscrito Bem-Sucedido

Embora cada autor desenvolva seu próprio processo, o fluxo de trabalho a seguir incorpora os princípios discutidos acima:

  1. Identifique o periódico ou público certo e leia suas diretrizes e artigos recentes.
  2. Elabore um esboço que inclua as principais seções e pontos-chave de cada uma.
  3. Escreva um primeiro rascunho focando em colocar as ideias no papel em vez da perfeição.
  4. Revise a estrutura para melhorar a lógica e o fluxo.
  5. Aprimore parágrafos e frases para clareza e concisão.
  6. Verifique referências, figuras e tabelas quanto à precisão e consistência.
  7. Garanta que o título, o resumo e qualquer carta de apresentação apresentem o trabalho de forma forte.
  8. Busque feedback de coautores, supervisores ou colegas.
  9. Considere a edição de linguagem por um editor científico experiente, especialmente se o periódico comentar sobre a qualidade da linguagem.
  10. Submeta somente quando estiver confiante de que o manuscrito atende a todas as diretrizes e reflete seu melhor trabalho.

Conclusão

Escrever um manuscrito científico bem-sucedido para publicação não é seguir uma fórmula secreta — é aplicar princípios sólidos de comunicação, estrutura e profissionalismo ao seu projeto e público específicos. Seguindo as instruções cuidadosamente, entendendo o que seus leitores precisam, organizando seu material claramente, escrevendo uma prosa precisa e concisa, interpretando suas descobertas de forma reflexiva e apoiando seu trabalho com excelentes referências e materiais preliminares, você melhora significativamente suas chances de recepção positiva por revisores, editores e examinadores.

A pesquisa científica merece ser lida e compreendida. Um manuscrito cuidadosamente preparado garante que seu trabalho árduo no laboratório, no campo ou no computador não se perca por trás de uma linguagem confusa, apresentação desorganizada ou erros técnicos evitáveis. Em vez disso, permite que suas descobertas contribuam efetivamente para sua disciplina, ajudando a avançar o conhecimento, informar a prática e construir sua reputação como um escritor científico cuidadoso e reflexivo.



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